sábado, 8 de maio de 2010

Amizade, dar e receber?


Por vezes, o nosso medo de quando conhecemos alguém é que não gostem de nós como somos, não gostem da pessoa que existe dentro de cada um, com os defeitos e qualidades que podem existir. Amizade não é apenas uma palavra que é dita por dizer, é sentida, é uma palavra que transmite segurança, entrega, partilha, confidencialidade. Quando entregamos nos a alguém o medo da desilusão é elevado ao máximo, o medo de sair ferido é muito e por isso a entrega não é feita na totalidade, falo por mim, eu tento entregar me ao máximo à outra pessoa, tento fazê-la animar se quando tudo parece perdido, tento procurar o riso, a brincadeira para curar a má disposição, procuro os possíveis e os impossíveis meios para atingir o meu objectivo final, que essa pessoa, até pode ser por breves instantes, seja feliz. No entanto as pessoas acabam por nos desiludir, por ferir os nossos sentimentos. Contudo existem excepções, o importante é reter esta ideia.
Partindo agora um pouco para a critica, não querendo ferir ninguém o facto é que as coisas passam-se desta maneira, é a realidade, é a verdade do nosso dia-a-dia.
Por mais que digam que nós raparigas, gostamos muito de criticar os rapazes, de apontar defeitos, de os querer mudar, tudo o que fazemos é única e exclusivamente em prol de os alertar, de os fazer acordar e tentarem mudar atitudes. Em diversas situações que tenho vivido posso dizer, com toda a certeza, que os rapazes não conseguem fazer o esforço de nos entender, eles podem estar maldispostos, ter problemas e nós fazemos de tudo para os ajudar porque não os queremos ver em baixo. O problema está em que eles não percebem o porquê de estarmos interessadas no que eles pensam ou tem, não entendem que faz parte da nossa natureza a entreajuda. Tratamos nos mal, desprezam nos, falam para nos só quando lhes apetece, não tem noção das atitudes que tem, e de o quanto magoam os outros, nós fazemos de tudo para criar um tema de conversa, eles, por outro lado, limitam-se a responder, e por vezes até contrariados…
Eu sei, que por natureza, as raparigas são mais sensíveis que eles, mas quando se trata de amizade, não devemos todos estar no mesmo barco? Não devemos todos saber ajudar o próximo independentemente do que estejamos a passar?
Afinal o que é a AMIZADE quando estas situações não são cumpridas, que é feito da amizade, do dar e receber, da compreensão, partilha, solidariedade com o próximo, são valores perdidos ou apenas esquecidos?
TâniaCunha

Felicidade?!


Todos aspiramos a ser felizes mas todos sabemos como é frágil e efémera a felicidade. Depende das circunstâncias de cada um, das oportunidades de vida mas, também, de uma atitude interior.”
Laurinda Alves

Quando nos referimos à felicidade, temos de ter bem presente a sua definição. Felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria ou bem-estar.
Ao longo da vida, o Homem vai buscando formas de alcançar a felicidade, pelo auto-conhecimento, a meditação, yoga, reiki, oração, o que o ajuda a encontrar o bem-estar interior. Existem pessoas que procuram definir “concretamente” felicidade, entre as quais psicólogos, religiosos, todos querem encontrar a verdadeira explicação de ser feliz.
Quando Laurinda Alves diz «Todos aspiramos a ser felizes mas todos sabemos como é frágil e efémera a felicidade», procura demonstrar o quanto pode ser difícil vivênciar a felicidade, uma vez que esta é frágil e curta, procura demonstrar o quanto o ser humano procura ser feliz, o quanto infinito pode ser sua busca ao tentar ser feliz.
Evidencia ainda que a felicidade «Depende das circunstâncias de cada um, das oportunidades de vida mas, também, de uma atitude interior», são essas circunstâncias que condicionam o nosso grau de felicidade, são as oportunidades que nos são dadas ou tiradas que dificultam ou facilitam o facto de sermos felizes, mas acima de tudo, é de facto, a nossa atitude interior que influência tudo, é a maneira como encaramos a vida, são os obstáculos, os problemas, as decisões a tomar que põe à prova se estamos prontos para sermos felizes.
Quando somos crianças, não pensamos muito como prolongar a felicidade que estamos a vivênciar, vive-se o momento, apenas e só o momento, sem olhar para trás, sem olhar para o futuro, é uma das vantagens de se ser criança.
Porém, quando somos adolescentes, ou até mesmo adultos, começamos a questionar o porquê das coisas, não aceitamos as coisas como são, queremos uma explicação lógica e concreta.
Começamos a comparar-nos, a querer ser o que não podemos ser, querer o impossível, desejar alcançar o inalcançável.
Falo por experiência própria, mas acho que de certa forma é uma opinião globalizadora de jovens da minha faixa-étaria. Nesta fase, os problemas têm tendência para tornarem-se mais complicados, principalmente quando não os aceitamos e não os ignoramos. Por mais que saibamos que é o melhor a fazer não queremos, não aceitamos, não queremos, simplesmente não queremos. O que, de certa forma, faz com que estejamos cada vez mais infelizes, sem rumo, sem esperanças, sem motivos para continuar o caminho até alcançar a felicidade. Talvez por esta razão se fale que a adolescência é a fase da rebeldia, não é a fase da rebeldia, é sim, a fase das perguntas sem resposta, dos problemas por resolver, a fase da integração na sociedade.
Temos consciência que não somos perfeitos, que ninguém é igual, que o ser humano é individual, mas, mesmo assim, queremos sempre mais, cada vez mais, ser mais inteligentes, ser mais bonitos, ter o corpo de sonho, ter o que não é nosso, o que não faz parte de nós, pelo menos isto é o que pensamos.
Com esta atitude, acabamos por não conseguir descobrir as nossas qualidades, descobrir o que temos de bom para oferecer aos outros, isto tudo porque nas nossas cabeças apenas existe espaço para a obsessão pela suposta felicidade, felicidade essa, que idealizamos baseada em factos materiais e sem sentido.
Hoje-em-dia, ouve-se falar de depressão juvenil, considero que esta depressão provém de alguns factores que referi, o simples facto de querermos sempre mais e, por vezes, falharmos faz com que comecemos a isolar-nos, faz com que nos fechemos no “casulo” como a lagarta, mas esta fá-lo por ser da sua natureza, fá-lo para se transformar numa borboleta, enquanto nós, fazemo-lo para nos escondermos da sociedade, dos problemas.
Acredito que, como a borboleta, nós também vamos acabar por sair do casulo e voar, encontrar a felicidade, por mais curta e frágil que possa ser, é a felicidade que devemos viver, é viver o «agora» sem olhar para o passado ou para o futuro. Quando conseguirmos alcançar esse bem-estar, então aí sim, aí seremos umas verdadeiras borboletas em busca da felicidade, quando conseguirmos ignorar os problemas e encará-los de forma positiva e perceber que tudo tem um propósito, que nada é ao acaso e conseguirmos entender o problema e seguir em frente, aí sim seremos felizes, pode durar um dia, uma hora, um segundo, mas é aquele momento, o momento de sermos felizes.

Tânia Cunha

o erro = a vida


Já imaginaram o quanto ingratos somos na vida?

A sério pensem mesmo, nós nunca estamos bem com o que temos, sentimo-nos sempre insatisfeitos, queremos sempre mais e mais, o que temos é sempre pouco e queremos o que é dos outros.

Já repararam que durante o nosso dia-a-dia deparamo-nos com diversas situações e em vez de as aproveitar, crescer com elas, aprender, nós as ignoramos, passam-nos ao lado, e depois ainda dizemos que não existem segundas oportunidades na vida.
Bem isso não é bem assim as oportunidades são nos dadas a cada momento, a cada oportunidade, a cada dia, nos é que não as vemos, talvez pela sociedade em que vivemos, pelos valores que nos são ecotidos, mas isso não pode ser desculpa para as nossas acções, nós pensamos por nós não temos ninguém a gerir os nosso pensamentos se não nós mesmos.

Talvez por isso é que cometemos tantos erros, mas errar e humano, errar faz nos crescer, aprender, viver, os erros ajudam nos a evoluir como pessoas, já imaginaram o que seriam se fizesse-se-mos as coisas sempre perfeitas e correctas, não aprenderíamos muito mais que alem da lógica e do que já esta escrito, errando aprendemos a resolver as coisas na nossa maneira, somos criativos…e já imaginaram o mundo sem criatividade???

Não…..pois não? Pois eu também não, podemos falar em artes mas existe arte sem criatividade?

Algo que aprendi a custa dos meus erros é que crescemos mesmo com ele, não é apenas falar por falar é a verdade, sofrer faz parte do erro mas como o erro, sofrer também faz parte da nossa vida, é um sentimento que temos de saber lidar e é por isso que talvez tenha evoluído, crescido interiormente, mas uma coisa é certa continuou a cometer erros e muitas vezes os mesmos, por isso aproveitem a vida e não se preocupem com as vossas acções, um dia pode ser escuro mas logo outro pode ter um sol radiante, é a vida…pura e simples a vida...
Tânia Cunha